quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Eu e o meu coração, por Lupicínio Rodrigues

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Foi naquela noite em que estourava um calor de quase 40º C em plena madrugada porto-alegrense, estava eu em casa na companhia de dez Stella Artois. O que me deixou razoavelmente inspirado.
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Conclui que Lupicínio deveria ser homenageado. Pois, aí vai uma das minhas prediletas.
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Eu e o meu coração
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Quando o coração tem a maneira de mandar na gente
Pouco lhe interessa a maneira que a pessoa sente
Eu, por exemplo, sou um desses infelizes
Quem nem direito tenho tido de pensar
Pois meu coração tem a mania de me governar
Eu preciso esquecer a mulher que me fez tanto mal
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Tanto mal que me fez
E ele insiste em dizer que lhe quer
E que eu lhe devo lhe procurar outra vez
E por isso vivemos brigando
Toda vida, eu e o meu coração
Ele dizendo que sim
E eu dizendo que não.
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